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Nov. 3rd, 2009 | 09:22 am
music: Coheed & Cambria, "The Crowing"

bosta, bosta, bosta, bosta, bosta, bosta, bosta, bosta, bosta de fim de semana

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uau, que desinteressante.

Oct. 26th, 2009 | 03:07 pm
music: Brand New, "Daisy"


 

eu acho que, dos meus amigos mais amigos mesmo (R.R.P.P.R.D.Q.J.F.D.A.*), sou o único que trabalha num ambiente corporativo per se, mas ainda assim quero fazer uma divagação sobre trabalho com a qual acho que todos podem se identificar.

seu empregador te paga para preencher uma vaga, que indica uma necessidade. você recebe um salário fixo para o cumprimento de suas funções, atividades e responsabilidades. normalmente, quanto mais se progride neste curso, mais mudam os entornos da compensação, envolvendo "perks", bônus, opções, etc. mas a premissa básica ainda é que você vai receber um contracheque, com o valor pré-acordado por 1 mês dos seus serviços.

pra mim essa premissa é o grande problema para os dois lados da moeda. esse modelo perpetua o gasto inócuo em payroll com funcionários que não cumprem suas tarefas ou responsabilidades, e também subvaloriza o high performer que excede as expectativas mas tem que esperar um processo de definição anual de bônus para colher os fruto$ de seu trabalho, criando problemas de retenção de talentos e knowledge management. nessa época de re-invenção de modelos de negócio, sempre buscando maximizar as margens, eu acho que esse é um * eca * paradigma que ainda não foi totalmente quebrado, mas deveria.

eu não chego a ter uma proposta alternativa, mas estou aqui matutando alguns conceitos-base que deveriam fundamentar um modelo desses. imagine o seguinte: dependendo da necessidade que o empregador tem, ele cria uma posição A, que compreende as responsabilidades que essa necessidade requer, e mais alguns níveis acima de evolução / aprimoramento no escopo dessa mesma atividade.

essa posição A deveria ser graduada de acordo com fatores como: complexidade, importância estratégica, resultados (financeiro ou não), especificidade, etc. com base nessa avaliação, cria-se uma faixa de compensação, nivelada obviamente por uma função similar no mercado e, principalmente, também nivelada internamente de acordo com os mesmos critérios de avaliação para outras funções. resumindo com um exemplo ou exemplificando com um resumo: esse modelo pode significar que, para uma empresa financeira, um analista júnior de derivativos pode ganhar / valer / merecer mais que um advogado sênior, contrariando o que rege o mercado atualmente - tempo de função ou experiência acaba sendo o fiel da balança em detrimento das reais necessidades e principalmente objetivos da empresa. é um exemplo exagerado, mas demonstra a premissa.

e aí que entra o pulo do gato, ou a diferenciação entre os modelos mais "moderninhos" de compensation que eu conheço. a partir dessa faixa (que deve ser ampla o suficiente para o bom funcionamento do modelo), a compensação deve ser 100% variável de acordo com a sua performance. quem entrega mais, ganha mais; quem entrega menos, ganha menos. e esse delta deve, conceitualmente, fazer a diferença na motivação dos high-performers, e assim potencializar uma certa "seleção natural" corporativa - um cara que esteja ganhando 50% do seu valor "de mercado" pode tomar a decisão de sair para ganhar o que ele considera 100%; o mais importante é que o funcionário que no modelo atual produz 150% mas ganha 100%, terá a oportunidade de ganhar 150% ou mais. até mesmo financeiramente este modelo se auto-equilibra, pois os savings dos underachievers banca o aumento dos demais, pois não existe organização onde todo mundo é top performer. mas isso é um ponto que vale a pena detalhar mais abaixo.

hoje em dia, o balancete das empresas (principalmente as maiores) praticamente criou um ativo chamado "Bônus". ninguém discute a eficácia do modelo de premiação por resultado; o que eu mantenho é que esse esforço é mal-utilizado, e esses mesmos recursos - bilionários - podem ser alocados num modelo de remuneração diferenciado onde você potencializa ao máximo a entrega, além de criar um atrativo que aumenta a retenção dos melhores funcionários. o modelo atual perpetua a avaliação anual (ou nas melhores práticas, semestral) de performance, onde pode-se perder de vista o esforço e o trabalho realizados mês após mês, e também dá um peso maior a critérios cada vez mais subjetivos - mas isso também é um ponto que vale a pena detalhar mais abaixo.

os dois principais pilares para este modelo:

transparência - você que hoje trabalha numa empresa qualquer, sabe porquê você ganha o que ganha? e mais importante, sabe o que seria necessário para ganhar mais? não tem ilusão "Você S/A" aqui, foda-se o carreirismo carreirista (pode parecer R.R.P.P.R.D.Q.J.F.D.A., mas não é). meu raciocínio é todo motivado por um único fator - o pecuniário (não "pecuário", imbecil), e imagino que seja o caso com uma boa parcela dos trabalhadores, ainda que o mundo capitalista tenha criado lindos adornos como "networking", "empreendedorismo" e outros conceitos dignos de um livro sobre monges, queijos e etc.

a escala mencionada no 5º parágrafo ("essa posição A deveria ser graduada...") deve ser pública aos funcionários da empresa. os critérios dessa graduação devem ser públicos. os pré-requisitos para atingimento do próximo nível na escala também. e assim por diante. antes que os RHzeiros digam que isso pode ferir algum direito do trabalhador, expondo-o negativamente: esse é um dos outros propósitos da amplitude dessa escala. mesmo sendo pública, ninguém tem como saber quando fulano ganha, afinal a avaliação determinante não é pública. e eu digo que é apenas uma prática que já existe informalmente. todo mundo sabe ou acha que sabe o quanto o vizinho ganha; tornando esta mecânica absolutamente transparente, não só elimina a fofoquinha detrimental ao ambiente, como também facilita todo o trabalho de gestão. caralho, quem nunca quis virar pro chefe e dizer: "filho da puta, me diz o que eu tenho que fazer pra ganhar aumento?"

avaliação de performance - esse é um dos mais complicados. como eu disse anteriormente, um dos principais problemas do processo anual ou semestral da avaliação feita nas empresas é que, dependendo da volatilidade do mercado ou do perfil da empresa ou negócio, uma meta ou objetivo definido em janeiro pode não ser mais tão relevante dali a 5 meses, quanto mais 12 meses!

este ponto requeriria que os RHs se re-estruturassem para tomar uma postura mais ativa na gestão dos funcionários, ao invés de apenas gerenciar payroll e pontos legais / CLT. talvez um dos desafios desse business case seja justamente fazer com que o ROI da ação seja re-aplicado em recursos adicionais e treinamento de RH para a sustentação do modelo, bem como tecnologia para o suporte e operacionalização dos novos fluxos de avaliação (imagino isso como um database de funcionários onde o rating de performance é constante e "editável" a qualquer momento).

através do suporte contínuo no processo de gestão, o fluxo de avaliação de performance praticamente é integrado ao BAU - i.e. se semana a semana você evolui em um projeto, antecipando a data de implementação e os subsequentes ganhos, isso deve ser imediatamente reportado para que sua avaliação contemple este achievement. quando essa avaliação se passa ao longo de um ano, na prática o que acontece é que perde-se de vista o que foi trabalhado e realizado mais antigamente, o que meio que invalida todo o conceito da avaliação periódica. não conheço gestor nenhum que tenha um tracking full-year de tudo que seus funcionários fazem.

acho que esses são os dois principais pontos organizacionais. claro que também há um processo de adequação orçamentária / revisão de alocações, e toda uma parte CLTística, todos igualmente chatos. mas falando de mecânica, o modelo seria mais ou menos esse...

vou esperar algum amigo meu ficar rico, abrir uma empresa e me contratar como burocrata-mor, aí eu implemento isso e volto daqui a X anos pra falar como foi.

* R.R.P.P.R.D.Q.J.F.D.A. - Repetição Redundante Pleonástica Prolixa e Repetitiva Do Que Já Foi Dito Antes

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Oct. 6th, 2009 | 09:46 am
music: Elliot Smith, "Ballad Of Big Nothing"


não tenho idéia do que é melhor, ouvir sinfonias em conchas ou canalizar (?) monsieur Meursault

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caralho.

Sep. 24th, 2009 | 05:28 pm
music: duh


"Love is a tantrum
Love is an interlude
Love is an instinct
Not now, dear, I'm not in the mood anymore"

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constatação óbvia e elementar de algo que com certeza era sabido por todos

Sep. 22nd, 2009 | 06:40 pm
music: Rage Against The Machine, "Bulls on Parade"

então, meu filho vai ser cabeludo.

=) 

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repetição pleonástica redundante prolixa e repetitiva do que já foi dito antes

Sep. 22nd, 2009 | 03:25 pm
music: Oasis, "Supersonic"

eu odeio o twitter.
 
nessa onda de 2.0, user-defined content e snippets de informação, acho que a internet está reformulando - e até certo ponto, descaracterizando - como as pessoas se comunicam.
 
muitos vêem (acho que está gramaticalmente incorreto de acordo com a nova regra, mas eu caio morto antes de escrever "voo", "veem" e etc) isso como uma evolução natural da comunicação. já até ouvi numa conversa com um "defensor" do twitter que meu ponto de vista seria algo como odiar o e-mail por ele ter matado a carta. mas eu nunca questionei ou critiquei o lado da conveniência e praticidade; eu nunca critiquei a "voz" que o conceito 2.0 (para abranger a tudo isso) dá aos usuários, tornando-os participantes ao invés de espectadores; em suma, eu nunca critiquei o meio propriamente dito. apenas acho que, neste caso, as características do meio estão reformulando a mensagem a ponto de transformar os hábitos de comunicação do usuário, cada vez mais adequados à imposição desse novo formato, fast-paced e superficial.
 
o editorial virou coluna que virou matéria que virou post de blog que virou tweet. hoje essas coisas ainda co-existem e funcionam de maneira meio simbiótica, mas ainda assim me parece um sinal do que há por vir. todos os cento e poucos caracteres de um micro-blog são suficientes para fazer parte da formação de opinião, por mais que sejam über-subjetivos. já viraram parte de motor de busca. já viraram feed de notícia. não sei se é pelo fator da inovação tecnológica (que já não é mais tão inovação assim), mas me parece que um tweet repercute mais que uma coletiva de imprensa.
 
como tem feito parte de muitos de meus pensamentos de alguns meses pra cá, tenho minhas preocupações de como vai funcionar o processo de formação de opinião pra próxima geração. pra quê ler a matéria no jornal (ou site) se você pode receber bullet-point highlights no e-mail? qual o propósito de ler um livro se a wikipedia tem a versão ideal do Cliff´s Notes? nesse mundo onde tempo é um commodity vendido a preço de ouro, quem tem 2 horas pra ver um filme, sendo que o fórum do site tem todos os comentários digeridos?
 
vejo gente pouco mais nova que eu extremamente acomodada nesse processo. em vez de aproveitar o lado bom disso tudo - a ampliação exponencial de FONTES (e essa é a palavra chave, IMHO) - fica cada vez mais conveniente escolher a mesma meia dúzia de dois ou três e receber essas nano-parcelas de informação da maneira mais rápida e fácil possível. e o que é pior, ainda propagar ao extremo esse novo paradigma.
lembram quando os blogs, fotologs e afins começaram a bombar, e todo mundo odiava o estilo "querido diário: hoje eu fui pra escola e blá blá blá"? pois é, hoje em dia parece que a última onda é escrever coisas desinteressantes com a menor quantidade de palavras possível - e na maior frequência possível!
 
finalizando sem concluir, ressalto que minha opinião é estrita e absolutamente no âmbito pessoal / particular / individual da coisa. acho o twitter extremamente valoroso para escopos como políticas públicas, marketing (e todas as suas vertentes pós-modernas), inovação e colaboração tecnológica, entre outros. mas sempre do outro lado da moeda. no final das contas, acho que só quem sai enfraquecida é a comunicação como eu a conheço. talvez isso seja bom por vários aspectos dos quais ainda não estou convencido, mas tá difícil de enxergar isso nesse tsunami de imbecilidade

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uma notícia derruba-vivo

Sep. 10th, 2009 | 11:43 am
music: Samiam, "Long Enough To Forget You"


pô, que bosta. (mesmo sabendo que tem chance de ser hoax)

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um playlist levanta-defunto

Sep. 9th, 2009 | 09:48 am


Pennywise, "Searching"
The Ting Tings, "That´s Not My Name"
Unwritten Law, "Teenage Suicide" (apesar da letra)
Emicida, "Triunfo" (a melhor música nacional desde 2006)
Sleater-Kinney, "Jumpers"
Bad Religion, "A Walk"
 
é um reabastecimento que dura exatamente o caminho de casa pro trampo... muito necessário, diga-se de passagem, senão eu corro o risco de morrer de tristeza no meio do caminho!

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Ah, tibaia.

Aug. 25th, 2009 | 12:09 pm
music: Sleater-Kinney, "Jumpers"


fim de semana divertido. Atibaia sempre é um safe haven contra o tédio.
 
muitas conversas interessantes, e algumas surpresas. ainda me impressiona o quanto algumas pessoas têm o dom da auto-sabotagem.
 
e o quanto outras conseguem viver dentro uma projeção que só existe na própria cabeça, mesmo diante de todos os fatos e percepções contrárias. talvez isso possa (ou deva) ser encarado como perseverança, e não ilusão.
 
só sei que ainda é difícil pra eu entender, mesmo diante de alguns exemplos de um ou ambos estes comportamentos (sendo um deles praticamente perene)
 
mas no geral, válido, sempre válido. fazia tempo que eu não conversava bastante com o Tito. preciso reduzir estes intervalos.
 
de resto... já é Dezembro? já chegamos? hein? hein?

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17 semanas to go

Aug. 3rd, 2009 | 10:30 am
music: Alexisonfire, "No Rest"


eu não consigo especificar se essa contagem regressiva é para aquele lance lá ou para o início das minhas próximas férias.
 
mentira, consigo sim.

é, eu realmente tenho problemas quanto a trabalho, afinal estou ansioso por um período de férias onde eu vou trabalhar muuuuuuuuuuuuuuuuuuito mais do que se estivesse no escritório.

seria algo interessante a discutir com o Léo, se não fosse um assunto que a gente já tivesse batido com um pedaço de pau (tema recorrente da semana - "expressões legais em inglês que ficam esquisitas pra caralho em português")

mas olhando no lado brilhante das coisas, eu/nós não podíamos estar mais empolgados. é engraçado querer que o tempo passe tão rápido pra algo que vai mudar tudo em tamanha intensidade, e de uma maneira completamente sem precedentes...

o meu lado recalcado / bichinha / escaldado tende a preferir a política do "expectativas tendem a foder com tudo", mas caralho, não tá rolando. tente você se colocar nos meus sapatos, olhar pra um desses e não sentir nada nesse espectro...

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Parenthood - o tiro que saiu pela uretra

Jul. 16th, 2009 | 11:43 am
music: Youth of Today, "One Family"


mistura bizarra de medo e empolgação. mas
imagino que não seja nada diferente do que a maioria dos pais rookies sentem na metade do caminho da 1ª chegada.
 
matutando o assunto, pensei como seria bom escrever sobre paternidade, ou a versão bizarra disso que eu tenho na cabeça. ei, não me culpem, é culpa da minha criação! (tks, Freud). e quanto mais penso a respeito, mais concluo que a parte do "medo" não se deve às novas responsabilidades ou ao desconhecido dessa novidade. deve-se ao quanto eu gostaria que meu filho não compartilhasse os meus rudimentos de noções de idéias sobre paternidade. é complicado pra caralho pensar em ser pai quando não se tem a menor fucking idéia do que isso significa. 
 
eu não sei como um pai age. tenho muitas idéias sobre coisas que eu gostaria de fazer e adoraria evitar. e aí me falta o referencial empírico para comparar com o que conheço do assunto. e isso dá um medo do caralho porque eu sei o quanto foi difícil, principalmente quando moleque, não ter essa figura que poderia ter ajudado (ou dado uma perspectiva diferente) no processo de amadurecimento, no sentido de vivência da palavra.
 
é óbvio que eu conheço pais e comportamentos tipicamente paternos. mas esse é um tipo de lance onde esse conhecimento "externo" vira puro folclore no sentido mais não-prático possível. eu vou ter uma relação com o meu filho que vai ser pautada por uma caralhada de fatores, e dentre esses a minha experiência vai ser determinante. infelizmente para ele, nessa experiência não consta muita coisa sobre paternidade.
 
taí mais uma coisa na qual vou ter que ser autodidata. a vantagem é que eu vou poder usar isso como disclaimer ao longo do caminho - um "did I err?" pedagógico.
 
"pô filhão, vc não sabia que fumar crack é ruim? foi mal, sou novo nisso... caguei!"

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Jun. 22nd, 2009 | 11:23 am
music: Talking Heads, "Psycho Killer"


a semana promete ser cheia de eventos...
 
eu tô tentando há tempos adaptar os vídeos dos exames de ultrassom que a gente fez e postar aqui. não tá rolando por deficiência técnica. preciso até perguntar pro Leo qual a melhor maneira...

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mais um marco nesses tempos de muitos marcos

Jun. 15th, 2009 | 02:02 pm
music: Gardener, "New Dawning Time"

as pessoas usam muito expressões relacionadas a  "cair a ficha" nessa minha situação.

acho que a minha ficha acabou de cair.

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Jun. 2nd, 2009 | 01:50 pm
music: Taking Back Sunday, "New Again"


eu preciso de férias.

mesmo.

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verdade

May. 28th, 2009 | 05:22 pm
music: silêncio, precioso silêncio

i'm at my best when i'm at my worst
i'm at my worst when it's not rehearsed
i don't want to know the goddamn words
i don't want to have to spell it out
don't wanna mumble what i'm trying to say
i wanna scream it from my foaming mouth
shoot out the lights and ride away

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como diria Cazuza, o tempo não para (como diria minha mãe, se eu der a bunda eu morro)

May. 11th, 2009 | 01:56 pm
music: Cursive, "A Gentleman Caller" - mas só a parte do "but in the morning" em diante



ontem fomos ao galpão da verdurada, ver o show de uma ex-banda minha. os caras tavam lançando o cd novo, e fazia muito tempo que eu não os via, então resolvemos ir. há um bom tempo eu e a Clau estávamos com vontade de ir num show de hardcore (hardcore, não hardcore), pra ver de novo algumas coisas melhor exemplificadas aqui.
 
(quando eu resolvo escrever em estilo web dá vontade de fazer link até com preposição)
 
eu sempre gostei pra caralho de ir em show. DIY então, muito mais. sempre foi uma maneira de estar em contato com essa cultura que eu sempre admirei - e que em mim definhou, por pura preguiça (somada a algumas decepções empíricas ao longo de quase 15 anos tentando) de manter aquele espírito empreendedor necessário pra se ter uma banda independente.
 
mas recentemente bateu uma sensação diferente, que começou mesmo no show do LTJ e explodiu ontem, com certeza potencializada pelas novidades recentes. ainda estou digerindo a coisa toda, mas acho que vale o registro (nesse blog idiotamente despropositado, o que não valeria?)
 
(não sei se "idiotamente" é uma palavra, mas se não era, agora é. dá-lhe licença não-poética!)
 
nunca me senti tão velho. e não estou falando de crise de meia-idade ou algo do tipo, apenas velho em sentido de "milhagem" mesmo.
 
acho que na grande maioria das vezes, vamos mudando numa equação que conteria tempo somado à experiência, meio que num processo natural de erosão do ego - e algumas vezes o retrospecto (ou visão revisionista, blá) nos ajuda a refletir e chegar à conclusão de que mudamos, seja por adotar posturas diferentes, ou por reagir de formas às quais não estamos acostumados.
 
(não consigo pensar conceitualmente em "tempo" sem pensar em "espaço". vasto.)
 
(somente o Léo vai entender a piada internamente recursiva ou recursivamente interna acima)
 
e aí também existem os eventos específicos que nos mudam ou forçam a encarar mudança. e estes podem ser súbitos ou planejados, aleatórios ou programados, mas mesmo assim têm uma característica "devastadora" (por falta de uma tradução melhor que "irresistivelmente forte") quando falando de identidade e auto-conhecimento.
 
estou passando por um evento que entraria nessa última descrição. e nesse processo de desconstrução do "eu" que agora tem data de validade, começo a enxergar claramente que a mudança (ou princípio de mudança) é real, pois as constantes não mais se aplicam. o exemplo de ontem foi uma situação clara onde eu me sentiria mais que à vontade, apenas com alguns anos e algumas vivências a menos - até poderia se usar um termo como algo Benjamin Buttonesco, se eu não odiasse esse filme por ser um rip-off absurdo.
 
(tá, no B. Button o personagem só retrocede na idade, e não na experiência. mas vc entendeu a analogia, não entendeu? bichinha!)
 
o sentimento de "velhice" vem da associação que muitas dessas constantes tinham à juventude, ao crescimento, ou a qualquer nome que se dê para o longo e árduo processo de formação empírica de identidade, caráter ou qualquer nome que se dê. conscientemente, eu sei que ainda posso ser um adulto, mas sou menor de coração; porém é inevitável constatar que existem alguns paradigmas a serem quebrados em termos de auto-conhecimento.
 
(PUTA QUE PARIU O MEU CU CAGADO, COMO EU ODEIO A EXPRESSÃO "QUEBRAR PARADIGMAS". maldito mundo corporativês responsável por isso, isso e isso, e malditos sejam os espécimes da raça humana que compram essas idéias)
 
não vou fazer como o Léo que tem uma mania engraçada de criticar ou depreciar as próprias opiniões e hipóteses no fim do próprio texto (bosta, já fiz isso no terceiro parágrafo, maldita mania de expressar insegurança através do humor) - tenho plena consciência que esse desabafo não quer dizer nada e a minha própria opinião sobre esses eventos e processos vai mudar, ainda mais nessa época de experiências marcantes. mas fica aqui um registro de como minha cabeça estava confusa e inconclusiva nesse momento, e espero que isso sirva pra alguma coisa da próxima vez em que eu me sentir velho e quiser tracejar alguns porquês.
 
talvez, alguns anos down the long and winding road, esse venha a ser um dos grandes porquês.
 
(ECA! ECA! AUTO-NOJO! EU CITEI BEATLES! ECA! ECA! A SUJEIRA NÃO SAI! ECA! ECA! AUTO-NOJO!!!)

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um saco gestacional muito louco de verão

May. 5th, 2009 | 02:12 pm
music: Sparta, "While Oceana Sleeps"


da teoria...



à prática

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lembrete

Apr. 29th, 2009 | 12:12 pm
music: Refused, "The Shape of Punk to Come"


assim que o mundo parar de girar e eu finalmente cair, pretendo documentar mais sobre os últimos acontecimentos. acho que vai ficar um registro legal dessa fase.

com certeza algo pra guardar com carinho...

ah, e só pra não esquecer

PUTAQUEMEPARIU!!!

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nada mais vai ser como era

Apr. 27th, 2009 | 09:53 am
music: The Get Up Kids, "Overdue"


"you're a few years overdue,
I spent them waiting here for you."

sem mais para o momento, até porque me faltam palavras para tanto.

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Apr. 24th, 2009 | 11:07 am
music: "You´ll See"

=)

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